20 obras de arte

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  • Destaque para o incêndio da Catedral de Malabo na Guiné Equatorial, considerada a Notre-Dame do país, e para o furto de obras de Van Gogh, Dalí e Van Dyck.
  • Pela primeira vez neste relatório surge um crime cometido no mundo digital: a fraude de mais de 2,5 milhões de euros ao Rijksmuseum Twenthe de Enschede, na Holanda.
  • O resumo também inclui notícias positivas, como a exibição pública de ‘Retrato de uma Senhora’, de Klimt, recuperado o ano passado após mais de duas décadas em local desconhecido, o retorno à Guatemala de uma máscara de jade pré-hispânica ou os avanços na resolução do roubo da ‘Portland Tiara’.

A Hiscox, seguradora especializada em seguros de arte, coleções e patrimónios elevados, compilou pelo segundo ano consecutivo as 12 histórias mais marcantes sobre obras de arte e património artístico, por estas terem sido roubadas, alvo de vandalismo ou incêndio, ou por terem sido recuperadas ao longo de 2020.

A infografia percorre a Europa, do Reino Unido aos Países Baixos, passando por cidades como Berlim, e países como a China, Guatemala ou Guiné Equatorial. Recorda as perdas sofridas na Catedral de Malabo, após um incêndio impressionante que lembra o sofrido pela Catedral de Notre-Dame de Paris em 2019, a fraude cibernética de mais de 2,5 milhões de euros ao Rijksmuseum Twenthe, e o roubo de obras de Van Gogh, Dalí e Van Dyck.

Rui Ferraz, Diretor Comercial e responsável pelo departamento de Arte e Clientes Privados da Innovarisk, comentou que “com esta análise quisemos chamar a atenção para os novos desafios criados pela Covid-19. Existe uma ideia de que com o fechar dos museus, o risco associado ao seguro das suas obras de arte é mais baixo ou inexistente. Os roubos em museus encerrados, e o roubo cibernético ao Rijksmuseum, mostram-nos o contrário: o que mudaram foram as formas e os perigos a que estas entidades têm de estar atentas. O caso do crime digital mostra-nos igualmente que a mudança da negociação presencial para um registo eletrónico encerra novos desafios para os quais nem sempre estamos preparados. Mas também quisemos mostrar que, mesmo num ano muito difícil e incerto, existem pequenos raios de luz e esperança, sob a forma de obras de arte importantes recuperadas, graças à colaboração entre seguradoras, colecionadores, museus e autoridades”.

Assim, a peça gráfica também apresenta novidades positivas, como a exibição pública de ‘Retrato de uma Senhora’ de Klimt, um quadro recuperado no ano passado depois de mais de duas décadas em local desconhecido, o retorno à Guatemala de uma máscara de jade pré-hispânica ou o progresso na resolução do roubo da ‘Portland Tiara’.

12 Obras, 12 histórias:

  1. Inglaterra. Uma investigação realizada pela Universidade de Cambridge concluiu que os ‘Cadernos de Transmutação’ de Charles Darwin, avaliados em milhões de euros, não são vistos há mais de 20 anos nos depósitos da biblioteca da universidade, sendo dados como perdidos. Encontram-se já no registo nacional de obras de arte desaparecidas do Reino Unido, assim como na base de dados de obras roubadas da Interpol.
  2. China. Um manuscrito original de Mao Zedong, fundador da República Popular da China, avaliado em mais de 250 milhões de euros, foi roubado a um colecionador particular e encontrado semanas após ter sido vendido ilegalmente, dividido em duas partes.
  3. Guiné Equatorial. Um incêndio destruiu a Catedral de Santa Isabel na cidade velha de Malabo, um exemplo da arquitetura colonial espanhola inaugurado em 1916.
  4. Países Baixos. Golpe cibernético de mais de 2,5 milhões de euros. O Rijksmuseum Twenthe foi enganado por cibercriminosos no momento da compra de ‘View of Hampstead Heath: Child’s Hill, Harrow in the distance’ do pintor inglês John Constable. As negociações para a aquisição foram feitas por email, tendo um grupo de hackers feito passar-se pelo vendedor através de uma conta falsa, fazendo crer ao museu que o pagamento para uma conta bancária em Hong Kong estava a ser feito ao comerciante londrino Simon C. Dickinson, proprietário da obra.
  5. Itália. O quadro ‘Retrato de uma Senhora’ de Klimt, avaliado em cerca de 60 milhões de euros, voltou a ser exposto ao público depois de desaparecer de uma galeria em 1997 e de ser encontrado o ano passado dentro de uma parede externa desta.
  6. Alemanha. Mais de 70 obras de arte espalhadas pelos edifícios que compõem a Ilha dos Museus de Berlim foram vítimas de vandalismo ao serem borrifadas com um líquido oleoso.
  7. Países Baixos. O quadro ‘O Jardim do Presbitério de Neunen com Figura Feminina’ de Vincent van Gogh foi roubado do museu Singer Laren em Amsterdão quando este se encontrava encerrado devido ao confinamento. A obra, com um valor de cerca de 5 milhões de euros, estava emprestada pelo Groninger Museum.
  8. Suécia. Uma dúzia de esculturas de bronze de Salvador Dalí, avaliadas em mais de 300.000 euros, foram roubadas de uma galeria de arte em Estocolmo
  9. Inglaterra. ‘Uma costa rochosa, com soldados estudando um plano’ de Salvator Rosa, ‘Um soldado no cavalo’ de Antoon van Dyck e ‘Um menino bebendo’ de Annibale Carracci foram roubados da Christ Church Picture Gallery, pertencente à Universidade de Oxford.
  10. Países Baixos. ‘Dois Meninos de Riso com uma caneca de cerveja” do retratista holandês da Idade de Ouro Frans Hals, avaliado em 15 milhões de euros, foi roubado do Museu Hofje van Aerden em Leerdam quando este se encontrava encerrado devido ao confinamento. É a terceira vez que o quadro é roubado nos últimos 35 anos.
  11. Guatemala. Uma máscara de jade da era pré-hispânica regressou ao seu país de origem, após 12 anos de contencioso, desde que fora levada ilegalmente em 2008 e posteriormente confiscada na Bélgica.
  12. Inglaterra. A ‘Portland Tiara’, um tesouro nacional britânico avaliado em quase 4 milhões de euros, desapareceu em 2018 e, após dois anos de investigações, 13 pessoas acusadas de cometer o roubo foram presas em novembro passado. Existe uma recompensa de 100.000 libras por informação que resulte na sua recuperação.

Acordámos, em 2020, para uma realidade em que o património artístico e histórico está mais exposto a acidentes fortuitos e ataques de delinquentes para os quais não estávamos preparados. Mas isso não nos exime da responsabilidade e compromisso de proteger estas peças. É dever de todos nós cuidar e proteger a nossa história e cultura. Aquilo que somos. E entregá-las, sãs e salvas, aos nossos descendentes”, conclui Rui Ferraz.

Para mais informações, contactar:
Kathrin Schneider | +351 939 864 298 | [email protected]

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